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Relações  Públicas e

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Diogo Cavalcante

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O Discurso das Relações Públicas

Olá, pessoal!

 

Certo dia, conversando em sala de aula com os meus alunos sobre estratégias de Relações Públicas, apresentei um possível paradoxo acerca do nosso exercício do poder. O relações-públicas tenta influenciar a alta administração e os públicos para buscar a harmonia necessária dentro do sistema social, mas, não raramente, pode ser mal interpretado. De um lado, o CEO questiona um trabalho quando o principal objetivo é beneficiar os públicos; de outro, os públicos ficam desconfiados quando se tenta argumentar sobre a tomada de decisão da empresa.

 

Como ficamos? O que fazer?

 

É compreensível o receio do público, visto que é o elo mais frágil da relação. Mas a recíproca não deveria ser verdadeira. Não chego ao mérito orçamentário, que realmente poderia impedir uma ação, estou abordando o mérito político.

 

O objetivo principal deste post é conscientizar aqueles que têm a palavra final nas empresas. Precisam entender que uma organização só se sustenta quando é legitimada pelos públicos, ou seja, nada funciona sem a aprovação deles e com isso os conflitos tendem a crescer. Para haver legitimidade, a ética deve fazer parte do dia a dia da empresa. Contudo, só há essa possibilidade quando a atividade de Relações Públicas é bem executada.

 

Não estou dizendo que um projeto de Relações Públicas não pode ser questionado. Claro que sim, da mesma forma que um plano de Marketing, Financeiro ou Jurídico, por exemplo. Até porque bons e maus profissionais encontramos em qualquer profissão. A questão é não duvidar das Relações Públicas, bem como não se questiona que o Marketing busca promover o produto ou satisfazer o cliente; que o Financeiro organiza o capital ou distribui adequadamente a receita; que o Jurídico respalda legalmente tudo que é feito na empresa.

 

O discurso das Relações Públicas deve ser esclarecido a fim de ajudar (CEO’s, gestores, alta administração) a compreender o porquê da atividade. Portanto, entendam o que está por trás de um projeto, plano ou ação de Relações Públicas.

 

Primeiro aspecto fundamental, antes de pensar em projetos de Relações Públicas, é o encadeamento lógico do conflito. As empresas são formadas por pessoas que convivem socialmente exercendo, cada uma, uma atividade específica que influencia todas as outras. A organização busca harmonizar todos os trabalhos em prol de um objetivo comum, que pode ser a missão, a visão ou o cumprimento dos valores e da cultura. Neste contexto não é difícil imaginar o surgimento do conflito, eventualmente. A racionalidade da atividade de Relações Públicas é justificada pela iminência do conflito, sendo este o primeiro elemento do discurso. Podemos julgar sensatamente e com critério o exercício do poder no sistema social organização-públicos e buscamos gerenciar, explicar, prever e controlar a função política organizacional.

 

O segundo aspecto lógico do discurso das Relações Públicas é a busca pela cooperação. Ou seja, tudo que fazemos corrobora o envolvimento e a responsabilidade assumida por cada público. De outra forma não há como resolver os conflitos. O relações-públicas consegue abraçar esferas relacionais de vários níveis, como: cultural, econômico, político, ideológico, histórico, jurídico, filosófico. Além disso, analisa as tendências e prevê as consequências em todas essas esferas, mas entende quando uma delas é prioritária.

 

Para compreender o terceiro aspecto do discurso, pensem no conflito/cooperação como um processo que sempre se repete: a satisfação inevitavelmente se transforma em insatisfação porque as relações não são estáticas; com isso, intensifica-se a comunicação informal ou os boatos; logo, os públicos tomam partido e pressionam; há o conflito propriamente dito, que talvez se transforme em crise; ativa-se as relações de poder e, infelizmente, as disputas de poder; decisões são tomadas; e, finalmente, a convulsão social paira. Agora, entendam que a atividade de Relações Públicas já prevê todas as fases do conflito/cooperação, pois, antes mesmo de iniciar os trabalhos, através do lobby interno, o profissional garante (1) um produto ou serviço de qualidade, (2) políticas administrativas justas e (3) a melhor mídia existente para levar informação a cada público. Esses três elementos são importante porque sem eles os conflitos tendem a crescer, não importa o que seja feito.

 

Para que haja compreensão mútua entre a empresa e seus públicos, o mérito político deve orientar os trabalhos. O quarto aspecto do discurso tem relação com o ser político[1]. Antes de tudo, a atividade de Relações Públicas abraça o que é legal, legítimo e recompensador para todos os envolvidos. A negociação constante garante o conhecimento necessário para argumentar a favor daquilo que deve ser prioritário. Reforço a aplicação do bom senso: hora eu ganho, hora o outro ganha em um processo constante de troca de benefícios e direitos. Quando existe qualidade de Relações Públicas em uma empresa, os conflitos são momentâneos e esporádicos e o andamento da atividade-fim é fluido e satisfatório para todos.

 

O quinto e último aspecto do discurso das Relações Públicas está ligado ao modo de compreender a informação. A visão do profissional é diferenciada e vai além da ideia de “matéria-prima” ou de informar. Em um projeto, o relações-públicas entende que a informação pode gerar, solucionar ou prevenir crises. Quando uma mídia é produzida ou uma decisão é tomada, seu efeito é pensado em cada público. Nesse contexto, a noção de “público-alvo” não faz muito sentido porque a atividade de Relações Públicas é holística. A destreza necessária é conquistada por meio da pesquisa; antes, durante e depois dos trabalhos. Portanto, a avaliação e a mensuração garantem as mudanças necessárias para o sucesso do projeto e, consequentemente, da atividade-fim da empresa.

 

Por fim, a qualidade de Relações Públicas é uma vantagem competitiva no mercado; um diferencial que não pode ser copiado, mas construído com o tempo. Limitar-se a transmitir informação é tornar a atividade de Relações Públicas instrumental, limitada e frágil. Compreendendo este discurso, as portas se abrirão para uma atuação estratégica que beneficiará o negócio, os públicos e trará lucro.

 

Não deixem de comentar e interagir. Todos nós ganhamos com isso.

Até a próxima!

 

______________

[1] Eu poderia dedicar um post exclusivo para explicar a ideia do “ser político”, mas, neste momento, compreenda como o “ser” que busca uma sociedade harmônica e elegante através da cortesia e do bom senso.

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